Saiba mais sobre a geografia da América Latina

A América Latina localiza-se totalmente no hemisfério oeste (ocidente), sendo atravessada pelo Trópico de Câncer, que corta a parte central do México; pela Linha do...

Independência do Brasil

Descubra a verdadeira história da independência da nossa amada pátria.

Guerra do Paraguai (1864-1870)

Conheça mais sobre o sangrento conflito que envolveu a América Latina. Em termos internacionais, a Guerra do Paraguai perde em questão de número de países envolvidos e de mortes apenas para as Guerras Mundiais.

Guerra do Pacífico (século XIX)

A Guerra do Pacífico refere-se ao teatro de guerra do Pacífico (incluindo as ilhas, o Sudeste e o Sudoeste da Ásia) na Segunda Guerra Mundial, a Segunda Guerra Sino-Japonesa (na qual se insere o conflito sovieto-japonês de 1945).

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Independência do Peru


        Peru torna-se independente Em 1821, depois da invasão francesa da metrópole, em 1808, o Peru manteve-se fiel à monarquia espanhola. A revolução de 1810 em Buenos Aires levou à ocupação das ricas regiões minerais do Alto Peru por parte de forças espanholas procedentes de Lima. As expedições enviadas por Buenos Aires fracassaram repetidamente em sua tentativa de desalojar os monarquistas. O general José de San Martín decidiu então atacar o Chile, que foi libertado em 1818, e ali preparou uma frota que desembarcou em pisco, ao sul de Lima, em setembro de 1820. Em julho do ano seguinte tomou Lima, enquanto as tropas monarquistas se fortaleciam no interior. 
        As forças de San Martín eram insuficientes até mesmo para manter a posse da capital e, em julho de 19822, o general argentino viu-se obrigado a pedir ajuda a Simón Bolivar, que acabava de libertar definitivamente o vice-reino de Nova Granada. Após o encontro dos dois generais em Guayaquil, San Martín regressou à Argentina e bolívar, chamado pelo Congresso peruano, atacou o país. Em dezembro de 1822 proclamou-se a República do Peru e, após as batalhas de Junín e Ayacucho em 1824, as tropas foram obrigadas a capitular.

Independência do Chile


        O navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha, foi o primeiro europeu a visitar o país que, hoje, conhecemos como Chile. Magalhães desembarcou na ilha de Chiloé, em 1520. Pedro de Valdivia, enviado por Carlos V, estabeleceu várias colônias, entre elas Santiago de la Nueva Extremadura (1541), Concepción (1550) e Valdivia (1552). Os mapuches (maior tribo indígena do Chile) resistiram bravamente à colonização espanhola, principalmente na região sul, onde, em 1598, na batalha de Curalaba, venceram e mataram Pedro de Valdivia e a muitos dos seus companheiros. Esta vitória indígena levou à destruição de cidades sulinas como Valdivia e Osorno. Da mesma forma que em toda a América católica, a igreja, em colaboração com o poder real, teve um importante papel na organização da sociedade colonial. As ordens religiosas criaram igrejas e escolas, além disso, os jesuítas tiveram atividades empresariais, como fazendas administradas de forma eficiente. No período colonial, a economia do Chile não se desenvolveu muito, graças a pouca população e às travas que o império espanhol impôs. A Espanha não alavancou a indústria de manufaturados no Chile a fim de comercializar produtos europeus. Assim, as principais atividades foram relacionadas ao gado e seus derivados, produção de couros e de sebo, e lavouras, como por exemplo a de trigo. Ao Chile só foi permitido cunhar sua própria moeda no final do século XVIII. 
        Entre 1810 e 1818 a colônia, então chamada de Reino do Chile, separou-se da Espanha e formou um governo independente. Ao fazê-lo, o Chile formou parte de um processo que abarcou quase a totalidade das colônias espanholas na América (só Cuba e Porto Rico permaneceram no império). Na maior parte dos casos, a separação das colônias se deu através de luta armada. O movimento da independência do Chile, liderado por Bernardo O’higgins, ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1818. A partir de 1831, o Chile passou por uma etapa de relativa estabilidade na sua vida política, situação diferente dos outros países latino-americanos. Isto aconteceu devido ao êxito da política exterior deste período, no qual o Chile ganhou duas guerras. A primeira foi a guerra contra a federação formada por Peru e Bolívia (1837-1839) que, embora não tenha propiciado conquistas de territórios, deu ao Chile o controle do comércio no Pacífico sul. A segunda guerra foi a do Pacífico (1879-1883), que foi também contra o Peru e a Bolívia, desta vez como países separados e deu ao Chile a conquista da região mineira do norte, fator crucial para seu desenvolvimento. O Chile passou por uma guerra civil (1891) que durou nove meses e deixou 10.000 mortos. Depois de 1891, começou a era do salitre que representava, naquela época, mais de 80% das exportações. 
        Após o parlamentarismo (1891-1925), o Chile adotou o presidencialismo, que dura até hoje. Em 1973, houve um golpe militar (financiado pelos EUA) que levou ao poder um ditador chamado Augusto Pinochet Ugarte. Pinochet governou até 1990 e foi responsável pela remoção do único presidente marxista, eleito através do voto direto: Salvador Allende Gossens. Durante este período de ditadura, muita gente foi morta e muitos tiveram de partir para o exílio. Atualmente o Chile tem um governo democrático e uma economia tida como uma das melhores do continente americano.

domingo, 6 de outubro de 2013

Independência do Paraguai


        O Paraguai foi descoberto por Aleixo Garcia e Sebastião Caboto, ambos sob as ordens da Espanha, em 1524. A cidade de Asunción foi fundada por Juan de Salazar y Espinosa sendo consolidada por Juan de Ayolas. Originou-se assim um longo período de colonização que durou até 1811, quando o país alcançou sua independência.
        Quando os espanhóis chegaram ao território do Paraguai Oriental, ou seja, a área entre o rio Paraná a leste e o rio Paraguai a oeste, este era habitado por diversas etnias indígenas que se encontravam em estado de guerra entre elas. Estas etnias pertenciam a três grupos diferentes: os do pampa, os lágidos e os amazônicos. Ainda não se sabe qual destes grupos chegou primeiro ao território. O que se sabe é que até o século XV os guaranis conseguiram avançar desde o norte, isto graças à sua superioridade numérica e posse de uma cultura material mais desenvolvida, onde praticavam o cultivo da mandioca, milho e amendoim. A prática de uma agricultura de roça permitia que obtivessem excedentes necessários para manter uma população em contínuo crescimento demográfico, e que necessitava de novos territórios.
        À medida que Buenos Aires tornava-se mais poderosa, os líderes paraguaios insurgiam-se contra o declínio da importância de sua província e, embora também contestassem a autoridade espanhola, recusaram-se a aceitar a declaração de independência da Argentina (1810) como extensiva ao Paraguai. Nem mesmo a intervenção de um exército argentino, comandado pelo general Manuel Belgrano, conseguiu efetivar a incorporação da província.
        Mais tarde, porém, quando o governador espanhol do Paraguai solicitou auxílio português para defender a colônia dos ataques de Buenos Aires, os paraguaios, liderados por Fulgencio Yegros, Pedro Juan Caballero e Vicente Ignácio Iturbide, depuseram o governador Bernardo Velasco e proclamaram a independência do país a 15 de maio de 1811.

Independência do México

                                        
     
         O México foi colonizado pela Espanha com a partir das Grandes Navegações, no século XV. Durante quase três séculos, o território esteve sob o domínio dos espanhóis. Foi somente no início do século XIX que um movimento de emancipação ganhou força e pressionou a metrópole colonizadora por sua liberdade, pois as divergências políticas e religiosas haviam se tornado agudas. 
        A luta pela Independência do México veio à tona na madrugada do dia 16 de setembro de 1810 quando o padre Miguel Hidalgo y Costilla passou a liderar um movimento em defesa do México. Seria apenas o início de um movimento que duraria oito longos anos e passaria por diversas fases e dificuldades até resultar na emancipação mexicana. 
        O processo de Independência do México foi algo heterogênio, pois grupos improváveis. Foi formada uma aliança com defensores da democracia do México, que eram os liberais, e com defensores da implantação de uma monarquia, que eram os conservadores. Esses dois grupos de perspectivas bem diversas uniram-se sob o propósito de tornar o México independente e, depois disso, deixar que ele escolha por si mesmo o próprio destino.
        José Maria Morelos y Pavón foi quem assumiu o movimento após a morte de Miguel Hidalgo. Ele foi responsável por organizar uma estratégia que isolaria a Cidade do México para que fosse promulgada a Independência no dia 6 de novembro de 1813. Porém, em 1815, Morelos seria assassinado e a independência seria invalidada. Foi então que o rumo da Independência do México assumiu características de guerra de guerrilha. Entre 1815 e 1821 destacaram-se Guadalupe Victoria e Vicente Guerrero. Em 1821, Augustín de Iturbide, um espanhol, passaria a defender a causa da independência. O exército da libertação entraria na Cidade do México forçando a renúncia do Vice-rei espanhol e a assinatura do Tratado de Córdoba, no dia 24 de agosto de 1821, que reconhecia o México como nação independente. No entanto, Iturbide se auto-proclamou imperador, o que levou a uma rebelião dos mexicanos. O movimento contra Augustín Iturbide levou à criação dos Estados Unidos Mexicanos, em 1823, consagrando Guadalupe Victoria como primeiro presidente do país no ano seguinte.

Independência da Argentina


           Denomina-se Guerra de Independência da Argentina ou das Províncias Unidas do Rio da Prata ao conjunto de combates e campanhas ocorridos durante as guerras de independência hispano-americanas que ocorreram em diversos países da América do Sul, dos quais participaram as forças militares das Províncias Unidas do Rio da Prata, um Estado que sucedeu ao Vice-Reino do Rio da Prata e que antecedeu a República Argentina. 
     Os grupos que se confrontaram nestes conflitos são conhecidos como patriotas e realistas (monarquistas), já que tratou-se de um confronto entre quem defendia a autodeterminação de sua pátria e aqueles que defendiam a continuidade da dependência da América espanhola do rei da Espanha. Somente uma parte menor destes confrontos se deu no território da Argentina atual. A maior parte ocorreu nos territórios do antigo Vice-Reino do Rio da Praia, e que ao fim da guerra ficaram de fora das Províncias Unidas, ou em outras regiões do continente que nunca pertenceram a esse vice-reino, tal como o Chile, Peru e Equador.  Não obstante, em todos os casos considera-se que os grupos que se enfrentaram lutavam não só pela situação de destes territórios, mas também pela soberania nacional sobre o território que havia pertencido ao Vice-Reino da Prata. Também houve confrontos marítimos, em algumas ocasiões em águas muito distantes do continente americano. 
           A guerra durou quinze anos e terminou com a vitória dos independentistas, que conseguiram consolidar a independência da Argentina, e colaboraram para a independência de outros países da América do Sul. A declaração da independência das então Provincias Unidas na América do Sul foi proclamada em 9 de julho de 1816 mediante um Congresso reunido na cidade de San Miguel de Tucumán, na casa que era propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.
           Em 25 de maio de 1810, a República Argentina iniciou o caminho de unificação, mas foi no ano de 1816 que a nação se libertou. No início deste ano a situação das províncias Unidas era de dificuldade econômica, a instabilidade política, marcada por diversos conflitos internos e a ameaça latente de uma ofensiva espanhola desde o norte do território. Diante desses problemas, os planos de independência dos nacionalistas foram seriamente afetados. Porém, convocaram os deputados das diferentes províncias a um Congresso em Tucumán, que foi a cidade escolhida para a reunião se devido ao sentimento antiportenho da maioria das províncias, que buscavam a todo custo limitar o poder centralizador de Buenos Aires. 
          O Congresso de Tucumán começou suas sessões no dia 24 de março de 1816, onde foram realizadas diversas discussões entre os diferentes representantes, que manifestaram não só os interesses políticos de cada uma das províncias e suas posturas sobre o caminho a ser tomado para o benefício de todas. Os debates se estenderam até 9 de julho de 1816, quando a pedido do deputado jujenho Teodoro Sánchez de Bustamante se discutiu o projeto de Declaração da Independência da Argentina. Nesse dia, o secretário Juan José Paso, representante de Buenos Aires, tomou a palavra e perguntou aos congressistas se queriam “que as Províncias da União fossem uma nação livre e independente dos reis da Espanha e sua metrópole”. Todos os deputados aprovaram por aclamação a proposta e depois cada um ratificou seu voto. Por último, assinaram a Ata da Independência neste mesmo dia. No dia 9 de julho de 1816, as Províncias Unidas na América do Sul declararam formalmente sua independência da coroa espanhola, concluindo um complexo processo revolucionário de seis anos e iniciando outro, também complexo, que levaria a conformação da Nação Argentina. No ano de 1825, estas províncias trocaram sua denominação pela de Províncias Unidas do Rio da Prata. Finalmente, a Constituição de 1826 instaurou o nome de Nação Argentina.

Independência do Haiti


     O Haiti foi o primeiro país latino-americano a se tornar independente da França, por meio da Revolução Haitiana. Denominada de colônia Saint Domingue, o país era o maior produtor de açúcar do mundo e o principal exportador de café para a Europa.
     Com os acontecimentos da Revolução Francesa, membros da elite e escravos vislumbram a oportunidade de dar fim às exigências impostas pelo pacto colonial francês. Em meio a contradições de interesses entre a elite, que buscava maior autonomia política para expansão de seus negócios, e os escravos de origem africana, que queriam a execução dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade provenientes da França revolucionária, o Haiti se preparava para o seu processo de independência.
     Sua população era constituída de cerca de 500 mil habitantes: 35 mil brancos, 30 mil mulatos livres e mais de 430 mil escravos negros oriundos da África Ocidental.
     Percebendo que estavam em maioria, em 1791, uma mobilização composta por escravos, mulatos e ex-escravos se uniu com o objetivo de dar fim ao domínio exercido pela elite branca que controlava os poderes e instituições políticas do local. Sob a atuação do líder negro Toussaint Louverture, os escravos conseguiram tomar a colônia. Três anos mais tarde, quando a França esteve dominada pelas classes populares, o governo metropolitano decidiu acabar com a escravidão em todas as suas colônias.
     A essa altura, a população de escravos haitiana já havia conquistado a sua liberdade. Contudo, as lutas responsáveis pela consolidação dessa nova realidade estariam longe de chegar ao seu fim. No ano de 1801, Louverture organizou uma nova mobilização que estendeu a liberdade para os escravos da região da ilha colonizada pelos espanhóis, que hoje corresponde à República Dominicana. Nesse período, Napoleão Bonaparte assumia a França e se mostrou contrário a perda desse importante domínio colonial.
     No ano de 1803, Bonaparte enviou um grande exército ao Haiti que, sob o comando de Charles Leclerc, conseguiu deter Louverture. Logo em seguida, o líder revolucionário acabou falecendo em uma prisão francesa. Apesar desse grande revés, os revolucionários haitianos contaram com a liderança de Jacques Dessalines para derrotar as forças do exército francês e, finalmente, proclamar a independência do Haiti. Logo em seguida, Dessalines foi alçado à condição de imperador do novo país.
     Somente no ano de 1806, quando Dessalines foi traído e assassinado, o Haiti passou a adotar o regime republicano. O reconhecimento da independência do país só aconteceu no ano de 1825, quando o governo francês recebeu uma indenização de 150 milhões de francos. Depois disso a notícia da independência no Haiti inspirou a revolta de escravos em diferentes regiões do continente americano.